domingo, 18 de fevereiro de 2018

Me leve para a Lua.. Fly me to the moon.


"Me deixe brincar...
Em outras palavras , segure a minha mão..."
Me lembro, como se fosse hoje , quando ouvi a primeira vez essa maravilhosa trilha. Foi, mais ou menos , em 1976 na Itaí FM . Aqui em Porto Alegre. Num elevador num prédio na rua Otávio Rocha. Naquele tempo não tinha , obviamente, o mundo digital. Fiquei com essa música na minha mente e coração.


Seis anos depois fui trabalhar na Rádio Progresso , em Descanso em Santa Catarina, e sempre que possível toquei.
Essa música é de autoria do talentoso Bart Howard.
Originalmente tinha outro título: In The Words.
A primeira vez que foi gravada foi em 1954.


Em 1958 Frank Sinatra gravou e ai se transformou nesse clássico que é até hoje. Claro que outros talentos , também, gravaram. Tony Bennett, Ella, Dianna, e até Tom Jobim.
Apesar de todos esses talentos, que já interpretaram, post essa trilha com uma brasileira que respeito:
https://www.youtube.com/watch?v=Bh_sJW_tvKs



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Semelhanças entre Brasil e África? Eu e o brilhante Clovis Rossi.


No dia 05 deste mês a Coletiva.net publicou um artigo desse escriba onde faço uma reflexão sobre o que o título deste post propõe.
Para minha honra e orgulho, hoje, leio um artigo que aborda a mesma linha de reflexão na Folha de São Paulo de hoje.
Do brilhante Clóvis Rossi.
Legal saber dessa modesta e aparente convergência.
Seguem , primeiro o meu texto da Coletiva e, depois o do nobre Clóvis Rossi.
Confiram ai 

Semelhanças entre Brasil e África?

Por Gil Kurtz, para Coletiva.net
 05/02/2018 18:11
Sim, o continente africano e o nosso País têm muitas semelhanças, desde aspectos culturais herdados do período colonial como também aspectos geográficos. Podemos citar as extensas áreas florestais: nós, a Floresta Amazônia; lá, a Floresta Equatorial do Congo. Os maiores rios do mundo, também, é algo comum: Amazonas e no continente o Congo.
Você deve estar pensando: esse espaço é voltado para temas de comunicação, propaganda e branding e o autor vem com semelhanças geográficas entre Brasil e África? Por favor, continue lendo e chegaremos lá.
Começo falando dos Gupta, uma família multimilionária indiana que "manda" na África do Sul e é suspeita de ter explorado sua amizade com o presidente Zuma para sonegar impostos, influenciar na nomeação de ministros, e claro, garantir contratos com o governo. Não, não estou me referindo a uma família baiana. Aliás, essa é outra semelhança entre nosso País e o continente africano. Tem mais outra: em junho do ano passado, o site The Daily Maverick noticiou que a família e dirigentes das empresas trocaram centenas de e-mails entre si e que demonstravam o quanto estes se beneficiavam das relações com o governo sul-africano. Até agora, ainda não surgiram as planilhas com apelidos, mas devem surgir logo.
Enquanto isso, o grupo empresarial já paga por suas práticas que rasgam as mais elementares regras de compliance. Os quatro maiores bancos da África do Sul encerraram as contas de empresas controladas pelos Gupta.
Dito isso, quem já foi devidamente penalizado por práticas pouco contemporâneas tanto da família quanto do governo? A McKinsey, a maior consultoria do mundo.
Como foi noticiado, no início desse mês, o braço sul-africano da Coca-Cola veio a público comunicar que deixou de trabalhar com a referida consultoria fruto de a mesma estar envolvida num escândalo político naquele país. A maior fabricante mundial de refrigerantes e sua engarrafadora não irão mais contratar a consultoria até que sejam concluídas as investigações sobre possível corrupção.
Portanto, caro leitor e leitora, o mundo mudou. Mesmo que a empresa não tenha cometido nenhum "erro" com a empresa de refrigerantes, ela cometeu um maior: esqueceu que imagem e reputação são fundamentos básicos no novo mundo monitorado pelas plataformas digitais e regras de compliance simples, mas inegociáveis. Dá pra imaginar as empresas do grupo Gupta sem conta bancária e uma renomada empresa de consultoria fazendo vistas grossas para práticas antiéticas de seus clientes? Não deu outra, a míope pagou rápido por essas práticas: perdeu a Coca-Cola. Certamente no século XX as coisas teriam um "jeitinho". Mas agora não. Independentemente do tamanho de sua empresa ou marca suas práticas éticas serão consideradas normais, o contrário poderá levar sua empresa e marca ao lixo corporativo.
Agora confiram o do Clóvis.
Impressionam as coincidências na história contemporânea de Brasil e África do Sul.
A mais recente: os "Falcões", o grupo anticorrupção da polícia sul-africana, fez uma incursão ao amanhecer desta quarta-feira (14) na residência dos irmãos Gupta, milionários de origem indiana, suspeitos de corrupção.
É a repetição de batidas semelhantes feitas pela PF brasileira no curso da Operação Lava Jato.
Os Gupta estão para a África do Sul como a Odebrecht está para o Brasil e a América Latina: uma usina de "captura do Estado" para lucro privado —expressão que se tornou corrente no país africano.
Foi precisamente essa promiscuidade entre os Gupta e o presidente Jacob Zuma que levou o governante ao ocaso consumado com a renúncia nesta quarta-feira (14), assim como foi a associação Lula-Odebrecht que causou a condenação do ex-presidente.
O ocaso de Zuma é mais eloquente porque forçado por seu próprio partido —o histórico Congresso Nacional Africano— que pediu seu mandato de volta.
Zuma ainda ameaçou resistir, mas acabou se rendendo, ante a iminência de uma moção de desconfiança que seria votada nesta quinta-feira (15).
Há pano de fundo igualmente coincidente e mais emblemático: Brasil e África do Sul compartilham uma história recente de sonhos adiados.
Os do Brasil foram recorrentes: a eleição de Tancredo Neves, que marca o fim da ditadura; o Plano Cruzado que pôs fim (efemeramente) ao terror da inflação: o Plano Real, que de fato a derrotou; a eleição de Lula e seu mantra de que a esperança vencera o medo.
Já na África do Sul, o fim do apartheid, em 1994, parecia a certidão de nascimento para um sonho multicolorido: uma pátria democrática para todos, negros, brancos, mestiços, indianos (importante minoria), e com um nível de desenvolvimento superior ao de todos os vizinhos.
Parte desse sonho virou realidade: ao contrário da esmagadora maioria dos países africanos, a África do Sul não foi devastada por guerras tribais e nem se tornou uma ditadura.
O que falhou foi pôr fim também ao apartheid econômico e social de que sofrem até hoje os negros. Exemplo eloquente: nos dados estatísticos comparativos coletados pelo governo alemão para a cúpula-2017 do G20, a África do Sul aparece como o país mais desigual entre todos os 20. Os 10% mais ricos abocanham impressionantes 51% da riqueza nacional, deixando apenas 1% para os 10% mais pobres.
É bom dizer que o Brasil aparece logo a seguir no infame torneio de concentração de renda.
As coincidências prosseguem na análise que faz das causas da estagnação sul-africana a professora Cheryl Hendricks, do Departamento de Política e Estudos Internacionais da Universidade de Johannesburgo:
"Decadência da elite em meio à pobreza; acumulação de riqueza por meio da proximidade com recursos do Estado e da captura do Estado; desafios na prestação de serviços e incapacidade de prover segurança humana".
Aposto que você já leu algo muito parecido sobre o Brasil. E também pensou algo como o que disse Ace Magashule, secretário-geral do CNA sobre o caso Zuma: "O país necessita uma esperança renovada".

Trilha:
We Are The World
https://www.youtube.com/watch?v=Zi0RpNSELas

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Daria tudo por meu mundo e nada mais



Esse título, como sabem, é de uma letra e música do brilhante Guilherme Arantes.
Foi tema de novela em 1976 , se não me engano: Anjo Mau.


Meu mundo é muito simples: amar a evolução da espécie. Meus filhos. Luluka e Johny. Amores bacanas  como gastronomia (desculpe o trocadilho danado ...rsrs), bons vinhos, conversar com amigos no Humphrey e outros relevantes e que cito: Ricardo Xavier (vulgo Xaxá), Paulo Torres (vulgo Foguinho) , Beto Bottega e muitos outros que não listarei pois, provavelmente , esquecerei de alguém. 
Voltando a música do Guilherme e ao seu poema, vale pensar:


"Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia
Só sobraram restos..."


Trilha: https://www.youtube.com/watch?v=WsyVE0RhAd8&list=PLSnywAVSG6UV3-L2XbgNMjBJpag14XQyz

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Mulheres que inspiram


Um olhar
Um olá
Poetar
Lembrar
Do ar
Que me entregaram
Entreguei

Errei
Quem não
Desça
Do seu altar
E venha navegar


Onde tem amar
mar
Errar
Acertar
Continuar
No mar de tentar
Encontrar
 não aparentar


Navegar
Andar
Piscar
Querendo acertar
O amar
O mar
Mulheres que me inspiram
Gracias. 
Trilha : https://www.youtube.com/watch?v=nYHMZqt8uUM

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Esse Planeta tem salvação ?


Não, não vou falar de sustentabilidade.
Quero falar da música brasileira. Da pobreza que vem crescendo , assustadoramente, nos ditos hits de hoje.
A atual música brasileira nunca foi tão simplista, letras pobres e repletas de palavras repetidas.
A massificação da música brasileira tem contribuições definitivas de programas como Faustão e Gugu Liberato.
Não é minha opinião mas sim de um estudo, profundo, de Leonardo Sales. 
Um dos mais completos sobre o tema. Confiram o link:
https://leosalesblog.wordpress.com/2017/04/21/analise-da-musica-brasileira-parte-1/

Além do que o estudo demonstra, de maneira científica, adiciono minha modesta observação.


Vamos lá: credito a duas variáveis que “empurraram” os jovens ao raso mundo musical brasileiro. Educação e família. No primeiro tópico, educação, nos últimos 20 anos se instalou uma ferrugem tanto nas escolas pública como na rede privada. No primeiro caso pelos motivos óbvios. Falência do modelo de Estado. Triste, pois, num tempo remoto foi referência. Posso citar o Julinho (colégio em Porto Alegre, Júlio de Castilhos), Parobé e Instituto de Educação.  Essas escolas, até meados dos anos 80, eram muito competitivas com as escolas privadas. Falando nessas afirmo, sem dúvida, que nos últimos anos resolveram adotar o conceito “aluno/cliente”. E aqui fala um publicitário.  Deu no que deu.
Observo, por ter filhos jovens, que o tradicional passaporte para que os jovens se inserissem no papo “adulto” eram credenciais como a literatura, música, política e arte. Isso foi soterrado. Hoje o papo tem muita relação com essa face superficial. Na música então nem se fala.  Sem falsa modéstia não estou falando dos meus e sim do convívio que eles me proporcionam.
Você esta com dúvida sobre o caminho pobre da galera jovem no tema musical? Então confira ai quais eram as atrações do Planeta Atlântida de 1996 e depois pense.
Artistas daquela edição: Mamonas Assassinas, Charly Garcia, Rita Lee, Titãs, Maria do Relento, Papas da Língua e Fernanda Abreu.
Tem salvação, esse e outros Planetas?
Trilha: 
com Papas , puro talento. Viajar.
https://www.youtube.com/watch?v=7ZpkM8kzXbs&list=RD7ZpkM8kzXbs

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mudar de ar


Mudar
De ar
De navegar
De conversar
De pensar
Parar de acreditar
Nas terras já navegadas
Descobrir
Outros horizontes
Pode nos fazer
Crescer
De novo
Viva o novo


Ovo
Clara
Gema
Um bom tema
Para poetar

Mudar 

Trilha: 
Jota Quest - O Sol 
https://www.youtube.com/watch?v=XgeF0aVNZL0