sábado, 14 de abril de 2018

Ganha a educação. Ganha Porto Alegre.



Quem me acompanha, por aqui, sabe que educação esta no DNA de parte dos meus antepassados. Relembrando: na família de meu pai três professores de primeira. Tia Iolanda, Hilda e Gilberto. Indiretamente os outros dois irmãos lidavam com esse tema indiretamente. Sim meu pai e o tio Abel. Ambos jornalistas.  Informação, qualificada e ética, faz parte da cultura. Uma das faces da educação.
Dito isso confesso que esse tema sempre me atrai. Seja para entender por quais motivos vivemos um momento tão frágil na educação pública ou pelas boas novas que vivemos.
Quanto ao primeiro vou deixar para outro post pois,  certamente é um capítulo à parte.


Alguém dirá: existem boas novas? Eu afirmo que sim. Tanto na rede pública quanto nas instituições privadas. Quer conhecer algumas delas visite o Mapa de Boas Práticas da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho em  http://www.fmss.org.br/all-project-list/mapa-de-boas-praticas


Na publicação de hoje quero compartilhar a excelente impressão que tive ao visitar a unidade de Porto Alegre da IMED inaugurada em março de 2017. A convite do amigo Mucio Castro fomos muito bem recebidos por Marc Deitos, diretor do campus, e Cristiano Mielczarski gerente de Marketing e Comunicação. 



Para contextualizar a instituição foi criada em 2004, em Passo Fundo, e conta hoje com mais de 25 cursos entre graduação, pós e mestrado e tendo no seu corpo docente 86% de mestres ou doutores.



Se nos basearmos na qualificação do seu corpo docente e na estrutura que a IMED esta colocando a disposição, no campus de Porto Alegre, ganham os futuros vestibulandos e a rede de educação da nossa capital. 


Portanto, se quiseres conhecer boas novas na educação por essas bandas sugiro que além de visitar o Mapa de Boas Práticas, da FMSS, conheça a unidade da IMED aqui na capital.
Trilha: 
https://www.youtube.com/watch?v=ZZMmbi1kfUo

domingo, 18 de março de 2018

União de competências = resultados em segurança

Antes de abordar o tema central desse post proponho uma reflexão: você consegue imaginar um ladrão entrando num transporte público  para roubar quatro reais.. 10 reais de um trabalhador ? 
Pois é isso que  vinha acontecendo com frequência em Porto Alegre em ônibus e lotações. Um absurdo ou como diria um dito popular gaúcho: uma chinelagem.
Diante disso a área de segurança do Estado decidiu criar uma Força Tarefa, unindo Brigada Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, sindicato dos rodoviários e empresas de ônibus  para combater esse tipo de crime. 

Nessa semana, no Fórum do Transporte Seguro realizado na sede da ATP (Associação dos Transportadores de Passageiros), foram apresentados os excelentes resultados do trabalho realizado pelas duas instituições e com a cooperação de outras. Essa ação conjunta iniciou em janeiro de 2016. Os números falam por si só.

A redução , comparando 2016 com os números do primeiro bimestre de 2018.
Por exemplo: em fevereiro de 2016 foram 298 ocorrências. Já no mesmo mês desse ano foram 74. Uma redução  de 75%.


Não bastasse o resultado relevante essa ação é pioneira na área de segurança  no Brasil. Hoje instituições de outras cidades estão vindo a capital gaúcha para conhecer o modelo desenvolvido e bem sucedido.
Parabéns a Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal em especial aos delegados Alencar Carraro e Carlos Wendt e ao Chefe do Estado Maior do Comando de Policiamento da Capital, Rodrigo Mohr. 
São integrantes do Fórum: Brigada Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, EPTC, Stetpoa, ATL, Carris e os consórcios de ônibus Vialeste, Mais , Mob e Vivasul.


Em seu discurso a presidente da ATP, Tula Vardaramatos, reinvidicou a abertura de uma delegacia especializada nesse tipo de ocorrência.


 No dia do evento foram homenageados personalidades que foram decisivas para o atingimento desses excelentes resultados. 
Leia mais em:
http://www.atppoa.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2018

Bob onde esta você...não pega celular...


O bacana da vida é aprender
e nunca acreditar que já aprendemos tudo
isso começa  em casa...com amigos e amigas 
pela estrada , na jornada
hoje partiu um amigo que muito me ensinou
um cara robusto naquilo que mais importa
inteligência e valores
tive a felicidade de conhecer o Bob (assim o chamava)
graças ao IEE ((Instituto de Estudos Empresarias) nos tempos de outro talentoso amigo: André Burger.
No entanto, comecei a conviver com o Bob graças a outro amigo: Renato Malcon e também aos nossos encontros de happy.


Falávamos sobre liberdade , política , valores de cidadania e  ética (ou não).
Debatíamos se esse Brasil teria chance?
Tudo muito simples. 
Aqui com alguns amigos do HP. Corálio, Múcio e ele (apesar de liberal é o segundo da esquerda pra direita...rsrs)


Regado a um Black , pra ele, e eu no vinho branco.
Hoje ele partiu.
Fico triste por isso.
Mas, ao mesmo tempo, sou grato por tudo o que com ele aprendi. Claro que gostaria de aprender mais.
Não bastasse tudo ,que relatei ,tinha uma família pra lá de bacana . A esposa  Angela e os filhos  Thomaz e Frederico. 
Uso a letra de uma trilha que curto muito, Arnaldo Antunes, pra fechar esse post pra você querido amigo Bob, mais conhecido como Roberto Dreifuss.
Faço minhas as palavras  do Arnaldo.
"A onde esta você?
Por quê é que você se foi ?
Não quero te esquecer"....
Valeu.
Trilha com Arnaldo Antunes.
https://www.youtube.com/watch?v=wriL0jPGW4Y



domingo, 25 de fevereiro de 2018

Terço, agradeço


Pego meu terço
agradeço
por ser
por ter
por nascer 
a cada entender
nosso pertencer 
ao amar 
dialogar
conectar
compartilhar
navegar num impar amar
Lucianar
Sou puro reverenciar
a filha que Oxalá
colocou
no me lar
terço 
cresço 
não desço 
torço 
pelo teu eterno 
aprender
prosperar 
no cuidar


dos seres
que precisas
medicar 
curar
mudar
ah
sempre 
vou 
me 
orgulhar. 
Trilha com Arnaldo Antunes. Envelhecer
https://www.youtube.com/watch?v=HFgi79BbrxI

Instigante ou gritante...


Instigante
ou gritante 
todo instante
sendo sincero 
descobri 
indiferença 
na régua
o teu nunca amar
ou melhor no meu sentir-se  amado
sinto-me numa estrada
pouco iluminada
quase nada
sincera
um não entender
o doer
de não saber que preferes 
isolar 
de lado
nado 
no nada 
ao não
outro verão
sim
não !

Trilha: 
https://www.youtube.com/watch?v=tRZD4Z2OuTI


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Me leve para a Lua.. Fly me to the moon.


"Me deixe brincar...
Em outras palavras , segure a minha mão..."
Me lembro, como se fosse hoje , quando ouvi a primeira vez essa maravilhosa trilha. Foi, mais ou menos , em 1976 na Itaí FM . Aqui em Porto Alegre. Num elevador num prédio na rua Otávio Rocha. Naquele tempo não tinha , obviamente, o mundo digital. Fiquei com essa música na minha mente e coração.


Seis anos depois fui trabalhar na Rádio Progresso , em Descanso em Santa Catarina, e sempre que possível toquei.
Essa música é de autoria do talentoso Bart Howard.
Originalmente tinha outro título: In The Words.
A primeira vez que foi gravada foi em 1954.


Em 1958 Frank Sinatra gravou e ai se transformou nesse clássico que é até hoje. Claro que outros talentos , também, gravaram. Tony Bennett, Ella, Dianna, e até Tom Jobim.
Apesar de todos esses talentos, que já interpretaram, post essa trilha com uma brasileira que respeito:
https://www.youtube.com/watch?v=Bh_sJW_tvKs



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Semelhanças entre Brasil e África? Eu e o brilhante Clovis Rossi.


No dia 05 deste mês a Coletiva.net publicou um artigo desse escriba onde faço uma reflexão sobre o que o título deste post propõe.
Para minha honra e orgulho, hoje, leio um artigo que aborda a mesma linha de reflexão na Folha de São Paulo de hoje.
Do brilhante Clóvis Rossi.
Legal saber dessa modesta e aparente convergência.
Seguem , primeiro o meu texto da Coletiva e, depois o do nobre Clóvis Rossi.
Confiram ai 

Semelhanças entre Brasil e África?

Por Gil Kurtz, para Coletiva.net
 05/02/2018 18:11
Sim, o continente africano e o nosso País têm muitas semelhanças, desde aspectos culturais herdados do período colonial como também aspectos geográficos. Podemos citar as extensas áreas florestais: nós, a Floresta Amazônia; lá, a Floresta Equatorial do Congo. Os maiores rios do mundo, também, é algo comum: Amazonas e no continente o Congo.
Você deve estar pensando: esse espaço é voltado para temas de comunicação, propaganda e branding e o autor vem com semelhanças geográficas entre Brasil e África? Por favor, continue lendo e chegaremos lá.
Começo falando dos Gupta, uma família multimilionária indiana que "manda" na África do Sul e é suspeita de ter explorado sua amizade com o presidente Zuma para sonegar impostos, influenciar na nomeação de ministros, e claro, garantir contratos com o governo. Não, não estou me referindo a uma família baiana. Aliás, essa é outra semelhança entre nosso País e o continente africano. Tem mais outra: em junho do ano passado, o site The Daily Maverick noticiou que a família e dirigentes das empresas trocaram centenas de e-mails entre si e que demonstravam o quanto estes se beneficiavam das relações com o governo sul-africano. Até agora, ainda não surgiram as planilhas com apelidos, mas devem surgir logo.
Enquanto isso, o grupo empresarial já paga por suas práticas que rasgam as mais elementares regras de compliance. Os quatro maiores bancos da África do Sul encerraram as contas de empresas controladas pelos Gupta.
Dito isso, quem já foi devidamente penalizado por práticas pouco contemporâneas tanto da família quanto do governo? A McKinsey, a maior consultoria do mundo.
Como foi noticiado, no início desse mês, o braço sul-africano da Coca-Cola veio a público comunicar que deixou de trabalhar com a referida consultoria fruto de a mesma estar envolvida num escândalo político naquele país. A maior fabricante mundial de refrigerantes e sua engarrafadora não irão mais contratar a consultoria até que sejam concluídas as investigações sobre possível corrupção.
Portanto, caro leitor e leitora, o mundo mudou. Mesmo que a empresa não tenha cometido nenhum "erro" com a empresa de refrigerantes, ela cometeu um maior: esqueceu que imagem e reputação são fundamentos básicos no novo mundo monitorado pelas plataformas digitais e regras de compliance simples, mas inegociáveis. Dá pra imaginar as empresas do grupo Gupta sem conta bancária e uma renomada empresa de consultoria fazendo vistas grossas para práticas antiéticas de seus clientes? Não deu outra, a míope pagou rápido por essas práticas: perdeu a Coca-Cola. Certamente no século XX as coisas teriam um "jeitinho". Mas agora não. Independentemente do tamanho de sua empresa ou marca suas práticas éticas serão consideradas normais, o contrário poderá levar sua empresa e marca ao lixo corporativo.
Agora confiram o do Clóvis.
Impressionam as coincidências na história contemporânea de Brasil e África do Sul.
A mais recente: os "Falcões", o grupo anticorrupção da polícia sul-africana, fez uma incursão ao amanhecer desta quarta-feira (14) na residência dos irmãos Gupta, milionários de origem indiana, suspeitos de corrupção.
É a repetição de batidas semelhantes feitas pela PF brasileira no curso da Operação Lava Jato.
Os Gupta estão para a África do Sul como a Odebrecht está para o Brasil e a América Latina: uma usina de "captura do Estado" para lucro privado —expressão que se tornou corrente no país africano.
Foi precisamente essa promiscuidade entre os Gupta e o presidente Jacob Zuma que levou o governante ao ocaso consumado com a renúncia nesta quarta-feira (14), assim como foi a associação Lula-Odebrecht que causou a condenação do ex-presidente.
O ocaso de Zuma é mais eloquente porque forçado por seu próprio partido —o histórico Congresso Nacional Africano— que pediu seu mandato de volta.
Zuma ainda ameaçou resistir, mas acabou se rendendo, ante a iminência de uma moção de desconfiança que seria votada nesta quinta-feira (15).
Há pano de fundo igualmente coincidente e mais emblemático: Brasil e África do Sul compartilham uma história recente de sonhos adiados.
Os do Brasil foram recorrentes: a eleição de Tancredo Neves, que marca o fim da ditadura; o Plano Cruzado que pôs fim (efemeramente) ao terror da inflação: o Plano Real, que de fato a derrotou; a eleição de Lula e seu mantra de que a esperança vencera o medo.
Já na África do Sul, o fim do apartheid, em 1994, parecia a certidão de nascimento para um sonho multicolorido: uma pátria democrática para todos, negros, brancos, mestiços, indianos (importante minoria), e com um nível de desenvolvimento superior ao de todos os vizinhos.
Parte desse sonho virou realidade: ao contrário da esmagadora maioria dos países africanos, a África do Sul não foi devastada por guerras tribais e nem se tornou uma ditadura.
O que falhou foi pôr fim também ao apartheid econômico e social de que sofrem até hoje os negros. Exemplo eloquente: nos dados estatísticos comparativos coletados pelo governo alemão para a cúpula-2017 do G20, a África do Sul aparece como o país mais desigual entre todos os 20. Os 10% mais ricos abocanham impressionantes 51% da riqueza nacional, deixando apenas 1% para os 10% mais pobres.
É bom dizer que o Brasil aparece logo a seguir no infame torneio de concentração de renda.
As coincidências prosseguem na análise que faz das causas da estagnação sul-africana a professora Cheryl Hendricks, do Departamento de Política e Estudos Internacionais da Universidade de Johannesburgo:
"Decadência da elite em meio à pobreza; acumulação de riqueza por meio da proximidade com recursos do Estado e da captura do Estado; desafios na prestação de serviços e incapacidade de prover segurança humana".
Aposto que você já leu algo muito parecido sobre o Brasil. E também pensou algo como o que disse Ace Magashule, secretário-geral do CNA sobre o caso Zuma: "O país necessita uma esperança renovada".

Trilha:
We Are The World
https://www.youtube.com/watch?v=Zi0RpNSELas